Rede que sustenta
Antes de virar biodiesel ou sabão, o óleo de cozinha usado passa pelas mãos de quem conhece as comunidades como poucos: catadores e catadoras de material reciclável, organizados em cooperativas e associações. É aí que o resíduo que poluiria rios e solos se transforma em: renda, trabalho e dignidade.
No Recôncavo Baiano e no Portal do Sertão, essa rede é sustentada por organizações como a COOBASE – Cooperativa de Trabalho dos Catadores Badameiros de Santo Estêvão, a COOACRI – Cooperativa de Agentes Catadores da Região de Irará, a ACRESA – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Santo Amaro, a Associação Comunitária dos Ribeirinhos de Ilha de Antônio Cardoso e Adjacências, a ASMAC – Associação Manoel Cajazeiras, em Anguera, e a Associação de Bairros e Coleta Seletiva, em Terra Nova.
Cada uma delas atua como elo entre o óleo coletado na região e sua destinação final.
Esse modelo é o que chamamos de economia circular: em vez de um resíduo virar apenas lixo e poluição, ele volta ao ciclo produtivo, gera renda pra quem historicamente sustenta o trabalho da reciclagem no Brasil, os catadores e catadoras, e ainda reduz o impacto ambiental.
Fortalecer essas cooperativas não é só uma escolha ambiental. É reconhecer o papel de quem, muitas vezes de uma forma invisibilizada, sustenta a cadeia de reciclagem nos territórios e garantir que esse trabalho tenha reconhecimento e uma renda justa.
Cada óleo entregue em um ponto de coleta é uma chance de oportunidade. Conheça os nossos parceiros.
